gema
grupo de estudos do megalitismo alentejano

 
 

Introdução

Tradicionalmente, pensava-se que a arte rupestre e as construções megalíticas, no Sul da Escandinávia, não eram contemporâneas. Nas suas fases iniciais, as sepulturas foram construídas como dolmens e, mais tarde, complementadas por monumentos de corredor. As sepulturas foram erguidas entre 3500 e 3200 cal. AC, ou ainda num período mais curto, talvez apenas algumas gerações (Person e Sjögren, 1996). Mesmo assim, conhecem-se 6000 dolmens e cerca de 1500 monumentos de corredor (Jensen, 2002; Malmer, 2003), no Sul da Escandinávia, 80% dos quais na actual Dinamarca.

A partir de levantamentos dos séculos XVIII e XIX, sabemos que um grande número foi destruído (Ebbesen, 1985).   O número de sepulturas era provavelmente cinco vezes superior àquele que existe, o que significa que o número efectivo de sepulturas megalíticas deve ter sido da ordem das 40000.

O período de erecção de sepulturas deve ter sido de escassas centenas de anos, mas o uso delas, na maior parte dos casos, durou pelo menos até 2500 cal AC e, em alguns casos, entrou bem pela Idade do Bronze (1800-500 cal AC).

Gravuras rupestres, na Escandinávia, são conhecidas a partir o Mesolítico inicial; na Noruega, pelo menos a partir de 9000 cal AC (Hesjedal, 1992) , e no Norte da Escandinávia   a partir do Mesolítico final, cerca de 6000 cal AC (Forsberg, 1993; Helskog, 1988; Hesjedal et al., 1996) . A gama de motivos inclui o alce, o urso e a rena e, num grau muito inferior, a pesca e a caça à foca e à baleia. Seres humanos são frequentemente representados (Fig. 1).

Fig. 1: Motivos de arte rupestre do Sul da Escandinávia que poderiam datar do uso inicial das sepulturas megalíticas. Extraído de Burenhult, 1980.

A distribuição de sepulturas megalíticas e este tipo de arte rupestre apresentam uma sobreposição parcial na distribuição setentrional e meridional respectivamente (Østmo, 1982, 1986; Nordbladh, 1987; Blomqvist, 1989; Tilley, 1999) (Fig. 2).

Fig. 2: A distribuição da arte rupestre da Idade da Pedra (1) e as sepulturas megalíticas (2) na península Escandinava.

Contudo, a datação da arte rupestre mais meridional é actualmente questionada, de modo que na realidade não haveria qualquer tipo de sobreposição na distribuição.

No Sul da Escandinávia, a área onde se conhecem as sepulturas megalíticas, há um grande número de rochas gravadas, mas estas apresentam um repertório de símbolos muito diferenciado. Os motivos relacionam-se com uma visão do mundo bastante diferente, que inclui barcos, círculos solares, pegadas e armas (Glob, 1969; Burenhult, 1980). Como esses motivos aparecem em conexão com enterramentos   (Randsborg, 1993) e também na decoração de artefactos de bronze (Glob, 1969; Kaul, 1998b), sabemos que pertencem à Idade do Bronze ou, em alguns casos, são ainda de época mais recente.

Porém, foi dada alguma atenção a alguns dos motivos que aparecem num número reduzido de gravuras rupestres as quais poderiam ser contemporâneas dos megalitos. Os casos mais interessantes envolvem espirais, dentro da área de distribuição das sepulturas megalíticas (Burenhult, 1980: 104-108) (Fig. 3).

Fig. 3: Gravuras rupestres do Sul da Suécia que poderiam ser contemporâneas dos megalitos.

Estes motivos são semelhantes aos que aparecem gravados nas sepulturas irlandesas.   Por conseguinte, alguns autores consideram-nos as gravuras mais antigas no extremo Sul da Escandinávia, cujas gravuras mais tardias são datadas dos finais da Idade do Bronze.

 

Gravuras em rochedos, gravuras em lajes

Gravuras relacionadas directamente com sepulturas megalíticas acabam de ser comprovadas num par de casos. Em lajes usadas nos pavimentos de sepulturas de corredor, na Dinamarca, foram encontradas covinhas na face virada para baixo (Kaul, 1987b). A questão é se estas covinhas datam efectivamente da época da erecção da sepultura megalítica.

Conhecemos vários casos em que novos pavimentos foram colocados ou recolocados em momentos tardios do uso das câmaras megalíticas, nomeadamente no Neolítico Final. São também conhecidas, na Dinamarca, covinhas em lajes usadas para a construção de sepulturas de galeria do Neolítico Final, com datas em redor a 2000 AC (Glob, 1969: 119).

Na ilha báltica de Gotland, uma laje de pedra com uma gravura em zig-zag, foi encontrada num monumento que devia ser a única sepultura megalítica restante na ilha   (Bägerfeldt 1992) (Fig. 4).

Fig. 4: Arenito gravado achado junto de uma provável sepultura megalítica em Toftadösen, ilha de Gotland. Extraído de Bägerfeldt, 1992.

Não foram registadas gravuras ou pinturas nos esteios das sepulturas. Raros arqueólogos têm prestado atenção à possível ocorrência desse fenómeno, na Europa do Norte. Por outro lado, um largo número de sepulturas, especialmente de corredor, foram bem protegidas dentro de uma mamoa de terra, pelo que as pinturas, se alguma vez tivessem existido, deveriam, em alguns casos, ter sido bem preservadas.

Ainda que não se encontrem decorações nas pedras da sepultura, foram usadas cores como meio de expressão. Quando o tipo comum de excelente sílex usado para artefactos, como os grandes machados de pedra, é queimado, ganha uma intensa coloração branca. Em alguns casos, sílex queimado foi encontrado em alguma quantidade, no exterior da entrada.

Num caso em que uma escavação intensiva foi levada a cabo, verificou-se que mais de quatro toneladas de sílex foram queimadas e depois colocadas na área fronteira à entrada da sepultura de corredor (Dehn et al., 1995: 95).

O uso do ocre vermelho está provado em algumas sepulturas megalíticas, mas o seu uso parece ligado a certas actividades relacionadas com cerimónias ocorrendo em conexão com a entrada da sepultura (Strömberg, 1971: 44-46).

Motivos gravados tais como covinhas, barcos e pegadas são encontrados na laje de cobertura de câmaras megalíticas   (Glob, 1969; Burenhult, 1980). Porém, todos estes motivos são equivalentes aos que são encontrados em gravuras rupestres datadas da Idade do Bronze, como já foi referido. Na construção de sepulturas megalíticas, a laje de cobertura da câmara parece ter ficado visível por cima da construção tumular, ou   então terá havido destruição durante a Idade do Bronze, como se demonstra pelo facto de aquela laje ter estado visível e ter sido usada para gravuras. Na maior parte das áreas da Escandinávia meridional, as pedras de cobertura eram as únicas disponíveis na paisagem, com um tamanho considerável utilizável para gravuras.

Contudo, isto pode não explicar completamente as gravuras nas lajes de cobertura. Em alguns casos, as sepulturas megalíticas foram usadas como câmaras para enterramentos da Idade do Bronze. Estes eram colocados dentro ou perto da câmara e era acrescentada terra para formar uma mamoa maior (Jacobsson, 1986). Uma ligação directa entre as sepulturas da Idade do Bronze e as lajes gravadas foi registada (Glob 1969; Kaul 1987a), pelo que deverá existir uma conexão intencional entre as gravuras na laje de cobertura e os enterramentos secundários.

Uma espécie de arte rupestre muito especial, da mesma época que a erecção e uso inicial da sepultura megalítica, foi identificada. Esta envolve pequenas lajes e objectos de osso, alguns deles apenas com alguns centímetros de comprimento, os quais foram encontrados em povoados ou sítios relacionados com recintos de fossos segmentados ou estruturas similares (Kaul et al., 2002). Um pequeno número era já conhecido há algum tempo (Fig. 5).

Fig. 5: Pequenas lajes decoradas achadas num recinto de fossos interrompidos de Rispebjerg, Bornholm (1-3) e sítio neolítico de Rävgrav, extremo Sul da Suécia (4-5). 1-3. escala 1:1 e 4-5, escala 2:3. Extraído de Kaul et al., 2003 and Larsson, 1992.

Contudo, quando todas as pequenas lajes de sítios de habitat são recolhidas e limpas, tendem a aparecer em certas quantidades (Larsson, 1992: 15). Elas podem em alguns casos apresentar uma ligeira semelhança com figuras antropomórficas (Kaul, 1996). No entanto, as gravuras ou são esboçadas ou são usados motivos conhecidos da olaria da mesma época.

Pode colocar-se a questão de a ausência de gravuras se poder dever à ignorância da técnica de trabalho da pedra. No entanto, há fortes indicações de que não será este o caso.

Uma oferenda funerária bastante comum encontrada em várias sepulturas megalíticas é constituída por diferentes tipos de machados de pedra, geralmente referidos como machados de batalha, embora a maioria não tenha gumes afiados e tenha sido provavelmente utilizada para marcar estatutos (Ebbesen, 1975: 172; 1998).

Há várias formas diferentes e algumas das mais requintadas têm o machado de dois gumes como o motivo básico (Fig. 6).

Fig. 6: Machados de batalha contemporâneos do uso das sepulturas megalíticas e frequentemente encontrados nessas sepulturas. Extraído de Ebbesen, 1975 e 1998.

Em certos casos são mesmo decorados com alguns padrões. Estes representam convenientemente os conhecimentos de trabalho da pedra, assim como da respectiva gravação.

Assim se houvesse necessidade de gravar pedras, dentro ou em relação com as sepulturas megalíticas, haveria pessoas com conhecimentos para o fazer. A ausência deve ser explicada por outras causas relacionadas com a omissão intencional de representações directamente em pedras. Uma razão é que postes ou outras construções em madeira recebiam decorações gravadas. Postes de tamanho considerável eram erguidos em conexão com os long barrows (túmulos alongados) de terra que precederam as sepulturas megalíticas (Larsson, 2002). Estes postes devem ter tido uma função semelhante aos menires na costa atlântica. Infelizmente, nenhum poste se conservou.

Não é possível garantir nenhuma ligação directa entre arte rupestre e sepulturas megalíticas durante os séculos iniciais do uso destes últimos. E esse poderia ser o julgamento final sobre a relação entre sepulturas megalíticas e expressão de qualquer tipo de arte.

 

Megalitos - um produto da estrutura social

Porém, a questão das sepulturas megalíticas e dos meios de expressão simbólica é muito mais complexa que uma simples presença ou ausência. Nem as sepulturas megalíticas, nem a arte rupestre podem ser estudadas sem serem relacionadas com ou vistas como um produto da estrutura social à qual pertencem. Atentando apenas em conjuntos de motivos aplicados a certo tipo de material como a rocha, sem os relacionar com outros modos de expressão, fornecerá apenas uma visão limitada do simbolismo de uma sociedade particular.

A questão é saber quão duráveis, os construtores das sepulturas megalíticas ou os gravadores da rocha, pensavam que os seus produtos seriam? Teriam eles a intenção de que os megalitos ou as gravuras durassem para a eternidade? Eles devem ter compreendido que a pedra não era assim tão durável. Terramotos podiam derrubar ou quebrar pedras erectas e as superfícies da rocha podiam ser erodidas. A questão então é até que ponto eles se importavam com tais consequências. No que respeita às sepulturas megalíticas, os detalhes construtivos indicam que eles iam longe com o objectivo de fazer a estrutura resistente a diferentes forças que poderiam enfraquecer a sua durabilidade (Dehn et al. 2000).

Nós deveríamos olhar para a arquitectura das sepulturas megalíticas, os seus conteúdos e as suas relações com as imediações, como um contexto cheio de símbolos, alguns apercebidos por nós, outros não. Expressões de simbolismo aparecem dentro da arquitectura da sepultura, assim como em elementos construtivos ou artefactos depositados dentro ou fora da sepultura.

Não deveríamos excluir totalmente a combinação de símbolos e objectos, de uma forma estética, com a intenção de reforçar a importância do objecto para atribuir um estatuto mais alto à cerimónia em que foi usado ou à estrutura em que foi depositado.  

 

Megalitos da Escânia e do Alentejo

A complexidade de modos de expressão tornou-se muito óbvia quando eu, como arqueólogo escandinavo, com um conhecimento sobre as sepulturas megalíticas e as sociedades neolíticas do Sul da Escandinávia, comecei a escavar uma sepultura megalítica no Alentejo Central (Larsson 1997, 2000b).

Deve ter havido uma intenção por detrás da escolha de certos objectos para decoração e na forma como se relacionavam com outros objectos e com aspectos arquitectónicos e eram finalmente depositados. Mesmo se somos incapazes de entender a essência dos signos usados e da combinação desses símbolos, podemos observar partes da tomada de decisões. É importante notar quais os objectos que são decorados, como e quando se relacionam com a sepultura.

Com o objectivo de detectar similaridades e diferenças entre expressões simbólicas no Sul da Escandinávia e no Alentejo Central, apresenta-se uma comparação entre as duas áreas (Fig. 7).

Fig. 7: Representação da decoração sobre ou adjacente a   sepulturas megalíticas do Alentejo (X) e Sul da Escandinávia (O).

No Alentejo, os ortóstatos são extraídos da rocha por clivagem e então, pelo menos em alguns casos, afeiçoados. No Sul da Escandinávia, foram usados blocos das moreias. As únicas mudanças na sua forma são raros exemplos em que o bloco foi cortado para dar dois ortóstatos. Contudo, em alguns casos, pode observar-se uma certa escolha na cor das pedras e na sua disposição, o que também se aplica à escolha das pedras usadas para selar os interstícios entre os ortóstatos. Em alguns casos, uma laje especial com uma intensa cor vermelha foi usada    (Hårdh e Bergström, 1988) e consistentemente distribuída, embora lajes de igual ou até de superior qualidade estivessem disponíveis mais à mão.

No Alentejo, a construção da câmara fornece um espaço aberto com uma altura considerável, enquanto as sepulturas megalíticas na Escandinávia não produzem a mesma impressão de espaço mesmo nas câmaras maiores. Isto é parcialmente devido à limitação do material de construção. Porém, existem também, no Alentejo, sepulturas com   câmaras baixas, logo a questão é porque é que algumas foram construídas com altura exagerada. No Sul da Escandinávia existem blocos que podiam ter tornado os megalitos maiores mais impressionantes, mas estes blocos foram usados como tampas e não como esteios.    

Para as sepulturas megalíticas do Sul da Suécia, não possuímos nenhum material comparativo, de carácter simbólico, relacionado com as unidades construtivas, como na Bretanha e mais a Sul ( Shee Twohig, 1981 ). Isso não quer dizer que não existam expressões decorativas, em ligação com as sepulturas.

O uso mais frequente de motivos no Sul da Escandinávia ocorre na decoração da cerâmica (Ebbesen, 1975; Bagge e Kaelas, 1950; Tilley, 1984, 1991; Hårdh, 1986). Em nenhuma outra área da Europa existe uma quantidade de arte, relacionada com as sepulturas megalíticas, tão elevada como aqui (Fig. 8). Eram oferecidos vasos às pessoas enterradas na câmara, mas isso parece ser de somenos importância comparado com o número de peças que são encontradas perto da entrada. Na maior parte dos casos, trata-se de cerca de duas dúzias de vasilhas, mas em algumas sepulturas o número pode subir para umas centenas ou mesmo mais (Strömberg 1968, 1971; Tilley 1984). A mesma prática de deposição foi reconhecida no monumento 2 de Vale de Rodrigo, mas parece ser um comportamento muito menos frequente no Alentejo (Larsson 2000b). O mais importante, neste caso, é que os vasos não eram decorados. Por outro lado, os mesmos motivos encontrados na cerâmica da Escandinávia, foram encontrados em objectos de xisto tanto dentro como fora das sepulturas alentejanas (Ramirez, 1992; Larsson, 1997).

Os motivos que aparecem em vasos nas sepulturas escandinavas não diferem muito dos que se encontram nos vasos dos povoados. Parece passar-se o mesmo com as formas dos vasos, com um par de formas sendo muito mais frequentes nas sepulturas megalíticas, como são as taças com pé (Fig. 8, à direita). Mesmo assim, há uma diferença marcada entre o número de fragmentos decorados nas sepulturas ou em povoados, com uma percentagem muito mais alta nas primeiras, significando que vasos com a maior parte das superfícies cobertas com decoração são mais frequentes nas sepulturas do que em contextos habitacionais. As sociedades favoreciam a deposição de vasos altamente decorados nas sepulturas e, portanto, honravam as moradas dos mortos com vasos de formas especiais e intensamente decorados.

A deposição de vasos, assim como de outros objectos no exterior de uma sepultura específica não parece estar em consonância com a taxa de enterramentos. De acordo com datas de ossos humanos e objectos dentro das sepulturas, a maior parte foi usada por um tempo considerável. As deposições exteriores estão frequentemente delimitadas num curto período e a posição dos vasos parece guiada por certas regras que parecem mudar com o tempo (Shanks e Tilley, 1987: 155 ss.). Dentro de um certo grupo de sepulturas, há uma que sobressai em virtude do número de vasos, com um máximo de cerca de 1000 peças, enquanto as outras têm menos de um quarto desse número (Tilley 1984: Fig. 8).

Fig. 8: Cerâmica de sepulturas megalíticas do Sul da Suécia. Extraído de Bagge e Kaelas, 1950.

O período de deposição de vasos decorados durou cerca de trezentos anos. No final do período durante o qual as sepulturas são intensivamente usadas, objectos de pedra e sílex, sobretudo machados, e muitos deles alterados pelo fogo, substituem os vasos.

Parece haver uma diferença distintiva a respeito de quem tinha autorização para ver os símbolos, no Alentejo, e de quem não tinha. Os motivos nas câmaras são diferentes dos que ocorrem nos menires (Larsson 2001). Essa diferença não é reconhecível ou, pelo menos, não é assim tão óbvia, dentro ou fora das sepulturas do sul da Escandinávia, onde os mesmos tipos de vasos e decorações aparecem tanto no interior como no exterior da entrada. Isto deveria ser ligado com o problema de que a decoração, no segundo caso, está relacionada com objectos móveis que poderiam ter mudado de localização durante o uso do monumento. Objectos móveis decorados devem ter sido mais simples de remover ou cobrir com a chegada de novas ideias do que os motivos gravados.

Um aspecto interessante poderia ser o papel da decoração na reacção da sociedade às ideias externas. Em áreas com gravuras rupestres, a importância do local sagrado poderia ser marcada com actividades adicionais durante séculos, em certos casos durante milénios. Os óbvios desenhos na rocha facilitaram o comportamento ritual tradicional, mas poderia ser um importante obstáculo, tanto físico como mental, à mudança, especialmente se eles tinham uma influência importante na interacção social incluindo os sítios sagrados com gravuras (Larsson, 2000a). Novas ideias poderiam estar associadas com motivos ainda mais numerosos para serem expressos em pedra.

No Sul da Escandinávia não existem esses centros óbvios com arte rupestre como os da Europa do Sudoeste (Shee Twohig, 1981). A maior parte da decoração era executada em cerâmica - objectos móveis num material mais perecível - no Sul da Escandinávia.

Numa sociedade com lugares sagrados mantidos activos, como na Europa do Sudoeste, a introdução de novas ideias, assim como novas tecnologias, que pudessem ter implicações para a sociedade, poderia ter sido muito mais difícil do que em outros lugares onde marcar os lugares sagrados não era tão durável como as gravuras rupestres. No Sul da Escandinávia, o sítio sacro poderia ter sido muito mais difícil de manter, o que tornaria mais fácil confrontar as tradições sucessivamente com novas ideias, com consequências importantes para a visão do mundo das pessoas.


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